Pedagogia do cone  escrito em quinta 25 março 2010 10:45

 

Encontrei Dona Clotilde outro dia desses e ela insistiu, mais uma vez: ela queria porque queria assistir a uma aula dessas de escolinhas de esportes. Eu desconversei, mudei de assunto, tentei fazê-la desistir da idéia, mas não teve jeito. Por mais que eu afirmasse que era uma coisa chata, que ela iria se aborrecer, a boa velhinha insistiu e insistiu, até que eu cedi e a levei a uma Escolinha de Futebol, bem próxima ao local onde estávamos.
          No caminho ela me explicou que tinha muita curiosidade a respeito das coisas da Educação Física e que, no caso do Futebol, a curiosidade aumentava. Afinal, fomos campeões do mundo quatro vezes. E o que acontecia agora que não conseguíamos ganhar de mais ninguém?

Achei melhor que ela mesmo constatasse. Entramos no campo onde se realizavam as aulas e sentamos numa arquibancada lateral ao gramado. O professor estava começando a aula e havia umas trinta crianças, meninos e meninos, com idades entre oito e dez anos mais

Primeiro ele deu um aquecimento. Colocou a criançada em roda e, a cada exercício que ele mostrava, os alunos iam repetindo. Ele flexionava o tronco à frente e contava até oito. Aí a garotada flexionava o tronco e contava bem alto até oito. Depois fazia uma abertura lateral e, nessa posição, contava até oito. Foram uns dez exercícios de alongamento. As crianças, muito flexíveis, não tinham qualquer problema com os alongamentos, ao contrário do professor, que era bastante rígido.ou menos.

Aí a Dona Clotilde me fez a pergunta que eu temia: por que o professor e as crianças tinham que contar até oito durante cada exercício? Tive que confessar que não sabia. Não será porque ele está ensinando as crianças a contar? Insistiu ela. Continuei dizendo que não sabia explicar isso. Ou será que é até onde ele sabe contar? Agora a velhinha já mostrava um tom de gozação. Fiz que não ouvi e tentei mudar de assunto. Mas aí é que a coisa piorou. Começou a aula propriamente dita.

Atentamente a minha amiga acompanhava a organização da aula de futebol. O professor colocou meninos e meninos em fila, atrás de uma série de cinco cones, separados um do outro por uma distância de uns três metros. Na frente da fila de cones, a uns dez metros, uma trave e um goleiro. Ao sinal do professor, o primeiro aluno da fila partia com a bola nos pés, zigue-zagueava entre os cones, passava a bola ao professor após ultrapassar o último cone, recebia a bola de volta e a chutava ao gol. Em seguida voltava para a fila e aguardava sua vez.

Como a aula tinha trinta alunos, durante os trinta minutos que durou aquele exercício, cada aluno deu seis chutes ao gol. Eu impaciente, aguardando a pergunta da Dona Clotilde, que veio logo: Por que ele usa aqueles cones? Sinceramente, minha amiga, não sei. Acho que é para melhorar a agilidade das crianças. Ela não ficou satisfeita: Escuta, mas, durante o jogo tem algum cone no campo para as crianças contornarem? Achei que a boa velhinha estava me gozando e fiquei quieto. Ela continuou: Você reparou que elas passaram quase todo o tempo da aula na fila? Será que ele está ensinando os alunos a ficarem em fila? No jogo de futebol tem que fazer fila antes de chutar no gol? E quanto mais eu fazia cara de aborrecido, mais ela se divertia.

Antes de nos despedirmos, ela tentou me consolar. Olha, João Batista, eu sei que não é assim que você dá aula. E ambos sabemos que Pelé e Garrincha nunca teriam aprendido futebol se tivessem feitos essas coisas que o professor ensinou às crianças. Mas, pelo menos aprendi uma coisa: agora sei porque é que a nossa seleção apanha de todo mundo. Não é só culpa do Ricardo Teixeira.

                                                                                              FIM

 Profº André Aires

 

 

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Será que a variação tatica do goleiro linha altera a partida dos jogos  escrito em domingo 14 março 2010 20:55

Tendo o futsal como um esporte coletivo, onde o goleiro que tem uma função de suma importância no futsal, pois exige que ele seja um especialista, por isso é o principal objeto deste estudo. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo a coleta e análise da utilização das variações táticas dos goleiros linha de futsal se existem alteração no placar? Caso ocorra se foi de uma forma positiva ou negativa, quando o goleiro linha e mais utilizado (placar desfavorável, favorável ou empate), tendo como base os jogos da Taça São Paulo categoria juvenil 2009 – SP, através de planilha de observação (Scout), coletando-se os dados através de observações. Fazendo uma revisão na literatura encontramos Couto e Souza (2004) que diz nos últimos anos as regras do futsal passaram por algumas alterações, com importante repercussão na atuação do goleiro. Inicialmente, o goleiro teve sua área de meta liberada para a marcação de gols. Posteriormente, foi impedido de receber com as mãos as bolas recuadas por seus companheiros, sendo obrigado a jogar com os pés. E por último, a mudança considerada mais significativa para a função do goleiro, houve a permissão do mesmo de jogar fora da sua área de meta com os pés, tornando-se o quinto jogador de linha, participando de forma ativa na organização tática da equipe. Com isso a maneira das equipes atuarem taticamente mudou bastante e o futsal se tornou mais ofensivo. Para a realização deste estudo foi utilizado como material uma planilha criada para observações da entrada e saída do goleiro linha na partida, com os resultados encontrados foi feita algumas tabelas que facilitaram a nossa discussão e assim foi mensurado através da planilha de observação, concluímos então que a entrada do goleiro linha se caracteriza na sua maioria quando o time esta com o placar desfavorável.

André Aires
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